Diário do Nordeste Plus

O pixel é o limite

Minecraft, o jogo que conquistou jovens pelo mundo afora e chamou a atenção da gigante Microsoft, pelo olhar dos fãs brasileiros

Publicidade

Minecraft tem quatro modos de jogo: criativo, sobrevivência, aventura e hardcore. No primeiro, o jogador, sem precisar se preocupar com vida, tem a liberdade de utilizar os blocos para fazer os mais variados tipos de construções, que podem ser desde mapas topográficos, monumentos, equipamentos eletrônicos, obras de arte; o pixel é o limite.

No modo de sobrevivência é traçado um objetivo. O jogador deve explorar a área do jogo para coletar comida e construir abrigo e ferramentas antes que a noite caia, hora em que monstros - tipo zumbis, esqueletos, aranhas, etc - aparecem. O maior desafio desse modo são os Endermans, criaturas fortes, de longos braços e pernas, que atacam quando são encarados nos olhos. Além disso, eles também têm a capacidade de se teleportar e pegar blocos. Eles são liderados pelo terrível Ender Dragon, o “chefão” do jogo encontrado na dimensão chamada The End.

Já os modos aventura e hardcore são variações do modo de sobrevivência. Enquanto o modo de sobrevivência permite a coleta de objetos usando apenas as mãos - através de "soquinhos", por exemplo (apesar de demorar um pouco mais) -, o modo aventura só autoriza que os materiais sejam coletados usando ferramentas. No modo hardcore, por sua vez, o jogador tem apenas uma única vida: caso morra, perderá tudo o que fez até então, sem salvamentos ou segunda chance.

Modos do Minecraft

CRIATIVO

O jogador possui uma quantidade ilimitade de blocos

Não há inimigos no cenário, o combate é opicional. O personagem poderá ser colocado no modo imortal.

SOBREVIVÊNCIA

É necessário coletar os blocos antes de usá-los. Qualquer ferramenta ou item pode ser usado para coletar. Blocos especiais precisam ser produzidos.

Monstros aparecem durante o período da noite. O personagem pode morrer em combate, voltando no último ponto de salvamento.

AVENTURA

É necessário coletar os blocos, porém é necessário a ferramenta certa para cada um. Não permite que blocos sejam coletados sem o auxílio de ferramentas.

Monstros aparecem durante o período da noite. O personagem pode morrer em combate, voltando no ultimo ponto de salvamento. É necessário comer com frequência para que não passe fome.

HARDCORE

É necessário coletar os blocos antes de usá-los. Qualquer ferramenta ou item pode ser usado para coletar. Blocos especiais precisam ser produzidos.

Monstros aparecem durante o período da noite. O personagem pode morrer e nesse caso será o fim do jogo e todos os salvamentos serão deletados.

Vislumbrando o Minecraft por esses aspectos gerais, fica uma dúvida no ar: o que faz com que um jogo tão simplista, que mantém praticamente o mesmo formato desde 2009, consiga ainda fazer sucesso na contemporaneidade dos gráficos hiper-realistas?

“A capacidade de explorar um mundo de tamanho ridiculamente enorme”, é o que explica o professor de Biologia, de 31 anos, Welves Maia. Para ele, o jogo traz “a possibilidade de criar uma infinidade de estruturas do jeito que você imaginar: casas, fazendas, ferrovias, etc, além de peculiaridades dos diferentes biomas que o jogo gera”.

Welves conta que descobriu o jogo por volta de 2010, através de sites de notícias de games e grupos de discussão, e segue jogando até hoje, embora ele admita que passar bem menos tempo no jogo (uma ou duas horas por dia) do que no começo da febre Minecraft, época em que chega a gastar 15h diárias manipulando blocos.

Seu modo preferido de jogo é o de sobrevivência, onde ele pode criar estruturas e explorar o mundo ao mesmo tempo que tem de lidar com inimigos. Mas mesmo nessa modalidade, o biólogo já desenvolveu construções bem elaboradas, como uma torre feita para gerar e matar inimigos em quantidade e pegar os itens que eles deixam.

Para ele, a grande vantagem do jogo é “poder deixar a imaginação fluir e adicionar mais possibilidades ainda. Por exemplo, como sou professor, estou pensando como poderia encaixar algum mapa ou experimento em tempo real do jogo em minhas aulas. Seria interessantíssimo”, conta.

Elton Sadat, do curso Gênio Azul
Elton Sadat, do curso Gênio Azul - Foto: Fabiane de Paula

Um aliado da educação

Welves não foi o único a pensar em um modo de unir o jogo ao ensino. Enquanto o professor ainda pensa em como fazer isso, a escola Gênio Azul já põe as possibilidades educativas do Minecraft em prática.

A Gênio Azul trabalha com a proposta de usar a tecnologia, como programação, games e robótica por exemplo, de forma lúdica para trabalhar competências cognitivas e socioemocionais em crianças e adolescentes. Nesse contexto, foi desenvolvido um curso de férias para ensinar programação através do jogo de blocos.

“A gente fez algumas pesquisas e viu que o Minecraft é bastante explorado no mundo por países desenvolvidos, pois ele não é só entretenimento; tem uma proposta educativa por trás que é muito rica e interessante”, explica Kátia Ribeiro, pedagoga e sócia responsável pela direção da Gênio Azul.

Kátia fala que o curso foi tão bem recebido pelo público (ao todo foram 14 turmas com dez alunos em cada) e a demanda foi tão grande que a escola já está organizando um curso regular que trabalhe a programação em Java utilizando Minecraft.

“Nós escolhemos para trabalhar no curso o mundo criativo, um mundo aberto, e com a mediação pedagógica, estabelecemos os objetivos para as turmas, que era o de construir e usar a criatividade das crianças. Elas aprendem através das relações sociais que elas têm umas com as outras, com o professor, com a proposta do desafio interessante para que a criança veja aquilo como algo que possa ser bem resolvido e a estimule a querer participar e vir para a escola”, esclarece.

O professor da Gênio Azul, Elton Sadat, conta que, no curso, foram trabalhadas questões matemáticas, como a contagem de blocos, altura e largura para a criação das casas, e posteriormente eram lançados os desafios, onde era estimulada a interação social. “A gente criou um servidor para escola, onde os alunos poderiam entrar, mudar o cenário para construir uma cidade deles e, posteriormente, mandava que eles procurassem um determinado número de itens para construir, por exemplo, um farol. Então eles tinham que se juntar e trabalhar em equipe para cumprir a tarefa”.

Elton ainda conta que, normalmente, as crianças preferem jogar no modo de aventura quando estão em casa. Entretanto, como a proposta do curso era a programação, eles usavam o modo criativo para aprender a criar elementos, como construções, plantações, colheitas, circuitos de energia (através das redstones) que a ajudavam a sobreviver no outro modo de jogo.

Redstone

É uma ferramenta, em forma de pó, que pode ser colocada no chão do jogo que serve como meio de transporte de energia. Ele funciona como o circuito elétrico do Minecraft.

Samuel Farias, aluno do Gênio Azul
Samuel Farias, aluno do Gênio Azul - Foto: Fabiane de Paula

Samuel Farias, de 10 anos, concorda com o professor. O garoto, que já era aluno da Gênio Azul, diz que aproveitou o período das féria para aprender um pouco mais do jogo, o que acabou sendo muito bom, pois “você pode fazer tudo o que quiser”.

O menino fala que ficou tão empolgado com o jogo que, mesmo depois do curso, continuou construindo no mundo desenvolvido pela escola. “Eu fiz uma casa duplex, um circuito de redstone com corda eletrônica e command block e um castelo, que eu demorei dois meses para terminar”.

A mãe de Samuel, a professora de português Ana Lúcia Farias, conta que acha o esse interesse do filho benéfico, pois o Minecraft é um o game que os pais não precisam se preocupar com o conteúdo que os filhos estão consumindo, pois é um jogo que trabalha bastante com a criatividade e a consciência. “Antes ele fazia por tentativa e erro, mas agora ele sabe mais o que pode e não pode fazer, e se apega mais à riqueza dos detalhes”.

Davi Feitosa, aluno do Gênio Azul
Samuel Farias, aluno do Gênio Azul - Foto: Fabiane de Paula

A contadora Ana Angélica Bastos, mãe de Davi Feitosa, de 9 anos, também notou uma mudança de comportamento do filho em relação a jogos depois do curso. Ela fala que, antes de deixar que o menino jogasse Minecraft livremente, queria que primeiro ele passasse por uma orientação para mexer na internet e aprender designer de jogos.

Davi aprovou a iniciativa da mãe e disse que gostou muito de conhecer mais sobre o jogo. “Eu aprendi um monte de coisas de computação, como o jogo que foi criado pelo Notch (Markus ‘Notch’ Persson), que dá pra jogar multiplayer e batalhar. Mas o que eu achei mais interessante foi a gente aprendendo a instalar as coisas, pois ele é só um jogo, mas tem muitas condições”.

Conceitos tecnológicos

Deusimar Ribeiro, estudante de Mecatrônica
Deusimar Ribeiro, estudante de Mecatrônica, aplicou conceitos da faculdade no game- Foto: Erika Fonseca

Não são apenas as crianças que aprendem através do Minecraft. Deusimar Ribeiro, 27, estudante de Engenharia de Mecatrônica, resolveu usar o jogo para aplicar alguns conhecimentos da faculdade.

Após iniciar a disciplina eletrônica na faculdade, Deusimar, como forma de hobbie, começou a perceber que dava para implementar algumas peças no game, como capacitores e indutores. “Eles não têm utilidade dentro do jogo, mas eu gosto de ficar brincando com as coisas que eu aprendo. Aí eu aproveitei que o Minecraft dá essa liberdade e comecei a implementar e descobri que tem vários desafios relacionados a essa área no jogo, como tentar adaptar peças que funcionem como os mecanismos que eu quero construir. eu acho divertido”.

Usando esse princípio, o estudante já construiu um display funcional de sete segmentos, semelhante ao de uma calculadora, com um conversor binário que o permite fazer os dez algarismos através de quatro botões. “Isso é a coisa mais besta do mundo, pois fica quase como se fosse dois prédios de 18 andares deitados. Mas eu acho muito bonito de se ver”, comenta.

Hendy Rodrigues, estudante de Ciências da Computação
Hendy Rodrigues, estudante de Ciências da Computação, também usou seus conhecimentos no game- Foto: JL Rosa

Quem também percebeu as possibilidades de construções eletrônicas no Minecraft foi Hendy Rodrigues, 18, estudante de Ciências da Computação. “Uma das coisas que eu mais gostei no jogo foi mexer com redstone e, como me inspirava bastante nos vídeos gringos do YouTube, e como eu já sabia mexer com programação, tentei fazer um computador de pulso - um mecanismo que vai contabilizando à medida em recebe cargas. Ele ia de zero a 99”.

Apesar da empolgação inicial, Hendy acabou abandonando o jogo. “Eu parei de jogar há uns dois anos, pois acabei enjoando”, conta o estudante. O motivo foi a baixa quantidade de atualizações do game e a falta de desafios. “O Minecraft já está há muito tempo no mercado e, por isso, obsoleto”.

Entretanto, o jogo foi rememorado ao entrar na faculdade. “Eu fiquei surpreso quando eu comecei a cadeira de circuitos digitais e percebi que eu estava estudando mecanismos que eu jogava há muito tempo. Acabou que eu estou tendo muita facilidade no assunto por conta do jogo”, conta.

Sandbox

É uma ferramenta, em forma de pó, que pode ser colocada no chão do jogo que serve como meio de transporte de energia. Ele funciona como o circuito elétrico do Minecraft.

O seu próprio jogo

Apesar de Mojang não lançar muitas atualizações do Minecraft, os desenvolvedores decidiram deixá-lo como um jogo aberto. Isso significa que jogadores e programadores podem criar modificações que dão características únicas ao game, os MODs, como novos modos de jogar, mais funções, texturas e elementos.

Porém criar um MOD não é tão simples como parece, é o que explica o desenvolvedor de jogo e de sistemas multimídias Marcus Botelho, 28. Além de ter que entender bem de programação, existem algumas etapas que devem ser seguidas.

“O primeiro passo é baixar o Minecraft Forge, ele é uma SDK (Kit de Desenvolvimento de Software) que permite que as modificações sejam feitas no Minecraft. Não é necessariamente obrigatório estar usando o Forge, entretanto pela compatibilidade do jogo e a facilidade é altamente recomendável. O segundo passo é o Eclipse, uma ferramenta de desenvolvimento. Sem ela, não tem nenhuma modificação de Minecraft. E por fim, conhecer a linguagem de programação na qual o jogo foi desenvolvido, o Java”.

Para Marcus, a grande vantagem da elaboração de MODs é que eles podem funcionar como uma porta de entrada pro mundo do desenvolvimento do jogos. “A maioria não tem valor comercial, mas alguns ganharam destaque, como o CS e o DoTA e tornaram-se jogos”, exemplifica.

AAA x Minecraft

2015, no mundo dos video games, está sendo o ano de lançamentos de muitas continuações de jogos aclamados pelos gamers. “Halo 5: Guardians”, “Star Wars: Battlefront”, “Metal Gear Solid V: The Phantom Pain”, “Batman: Arkham Knight”, “Final Fantasy XIV: Heavensward” e “Mortal Kombat X” são alguns exemplos de franquias AAA (carros-chefe da nova geração) que trazem no nome a garantia de sucesso de vendas e a certeza de milhares de jogadores.

O que mais todos eles têm, em comum? Todos têm gráficos muito bons, reflexo da importância dada pelas desenvolvedoras de games por um realismo cada vez maior melhor. Gráfico, roteiro, desafio e jogabilidade são os fatores que definem se um game irá agradar o público e se fará sucesso ou não. Atualmente, o mais comum é que a resolução dos games chegue a 1080p e o nível de dificuldade seja variado e gradual.

Indo na contramão do que há de mais moderno no mundo dos jogos, está o Minecraft. O game de estilo sandbox, originalmente lançado em 2009 (versão Alpha), tem gráfico pixelado, formado por blocos que se assemelham a um pixel gigante, e dificuldade plana, ou seja, o gamer não precisa acumular experiência para progredir no jogo.

E o que os psicólogos pensam disso?

O psicólogo Tony Jeimison Matos respondeu algumas dúvidas sobre os impactos dos videogames.

Qual a influência que um jogo de videogame pode exercer sobre uma pessoa?

Um jogo de videogame pode influenciar de diversas formas cada pessoa diferente. Objetivo do jogo e estilo (Ação, RPG, FPS, Tática etc.) são algumas características que estão relacionadas a isso. Há pessoas que gostam mais de determinados estilos do que outros, o que pode ser uma característica que sirva, por exemplo, para identificação com grupos de jogadores.

Há sempre a "turma do futebol" ou "do RPG" ou "da Luta". Desse modo, jogos de videogame também fazem parte do processo de socialização de alguns indivíduos. Obviamente, isso tem que ser dosado de forma que não cause nenhum dano social à pessoa, no sentido de torná-la pertencente somente a um grupo e se enclausure nele.

Até que ponto é benéfico e prejudicial o costume de jogar videogame?

Em geral, jogar videogame não faz mal, mas como dito anteriormente, tem que haver um período de descanso. As empresas de jogos eletrônicos indicam que a cada 50 minutos jogados, o jogador deva parar entre 10 e 15 minutos para descansar e se movimentar um pouco.

Alguns jogos de videogame têm a capacidade de desenvolver o raciocínio lógico, atenção, trabalho em grupo e até a criatividade de alguns jogadores. A socialização também está inserida aqui. Quem lembra de jogar em locadoras de videogame vai saber do que estou falando.

Em contrapartida, há jogos que promovem a competição. Atitudes competitivas podem ser tomadas pela pessoa como critério de verdade e isso influenciar em sua vida. Observar suas próprias atitudes frente aos jogos e à vida real pode ser uma boa dica.

Por que jogos de videogame são tão apelativos para crianças, adolescentes e até adultos?

Não que eles sejam necessariamente apelativos. Nos últimos anos, o mercado de jogos vem crescendo bastante. O que abre uma margem de grande investimento financeiro nesse ramo. Nas décadas de 80 e 90, por exemplo, os estilos dos jogos eram mais "simples" e nem todo mundo tinha acesso a esse tipo de tecnologia. Basta lembrar do Pac-Man, Sonic e Mário, por exemplo.

Já nos dias atuais, há jogos com grande capacidade gráfica e que requerem grande capacidade de atenção e lógica para resolver os seus desafios. Os próprios videogames se tornaram mais acessíveis tanto em preço quanto em disponibilidade.

Uma coisa não cancela a outra, mas hoje os jogos evoluíram tanto que os próprios estilos se misturam para formar algo novo (RPG-Ação, por exemplo). Isso atrai público e mais investimento ainda. Quanto maior a diversidade de jogos, maior o público atingido.

Há jogos para todas as faixas etárias e gostos diferentes. Alguns deles agradam a todas as idades.

Sobre o Minecraft, ele pode acabar exercendo influência na criatividade do jogador?

Sobre o Minecraft, o jogo consegue agregar criatividade à concentração dos jogadores. Há alguns projetos que se utilizam do Minecraft para desenvolver noções de espacialidade em crianças, ou até mesmo matemática. Ele pode ter um impacto positivo nessas crianças pois, dependendo da idade, algumas crianças ainda não têm a estrutura de desenvolvimento necessária para imaginar a construção de objetos em 3D. O jogo possibilita isso.

Quando usado para educação, o Minecraft pode criar um ambiente propício para a concretude da fantasia, já que você cria qualquer coisa que queira e a montagem dos blocos possibilite.

Quão efetivo pode ser o uso de jogos como este na educação das crianças?

Como eu havia dito, com o crescente mercado de jogos, surgiram 'joguinhos' que se propõem a testar desenvolver as mais variadas faculdades cognitivas nas pessoas. Até certo ponto, eles podem influenciar no sentido de tornar a visualização de formas e resolução de desafios mais acessível. Entretanto, é interessante notar que o processo de desenvolvimento das crianças se dá de forma gradual. Tentar forçar isso apresentando jogos e desafios quando a criança não está preparada, pode causar um desenvolvimento cognitivo prematuro ou até mesmo tornar a criança preguiçosa.

Uma das principais críticas a jogos eletrônicos é o caráter individualista. Como isso pode ajudar ou prejudicar a socialização dos jogadores?

Realmente, há alguns anos, as pessoas se juntavam nas casas de amigos para jogarem, todos juntos, o mesmo jogo. Hoje, com a incorporação dos jogos eletrônicos à rede de internet, ficou bem mais fácil de se jogar com os amigos mesmo estando sozinho em casa.

O exagero sempre representa um problema.

Contudo, nos dias atuais, há a categoria de esporte para jogos eletrônicos, os chamados eSports, que se caracterizam como jogos que deixaram de ser passatempos e passaram a criar jogadores profissionais, através de campeonatos e competições diversas para aquele que se destacam.

Mas qual a relação disso tudo com a pergunta em questão? Bem, é sabido que há pessoas que passam de 6 a 12 horas jogando um game de forma ininterrupta. Com o advento dos eSports, essas mesmas pessoas conseguem desenvolver vínculos com outros jogadores através da rede. Pessoas tímidas e retraídas agora conseguem interagir de forma indireta com outros jogadores. Participar de competições leva essas pessoas a sair e socializar com pessoas que elas só conhecem online.

Saiba onde aprender a programar no Minecraft

Escola Gênio Azul

Av. Barão de Studart, 1501, lojas 14/15 - Aldeota
Telefone: 3047 9977
www.genioazul.com.br