Diário do Nordeste Plus

A vida pós
ITA e IME

Veja relatos de ex-alunos de ambas as instituições e
saiba quais caminhos eles seguiram após a graduação

Texto: Jacqueline Nóbrega

Pelo quinto ano seguido, em 2015, Fortaleza foi a cidade que mais aprovou alunos para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP). O Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro, também recebe anualmente um grande número de representantes cearenses.

Reza a lenda que após a graduação, em ambas as instituições universitárias, os alunos saem com emprego garantido. No entanto, quais são os prós e os contras de estudar nos renomados departamentos de engenharia? É obrigatório ser militar durante a graduação? Quais são as carreiras que eles podem seguir após a formatura? Reunimos o depoimento de cinco alunos, que tiveram sua base em escolas cearenses e contam suas experiências em cada ambiente de estudo, além de qual caminho decidiram seguir após a graduação.

Desde o momento em que tomou conhecimento da existência do ITA, Bianca Macêdo, de 26 anos, já sabia que gostaria de estudar na instituição. O que a motivou para realizar o sonho foi saber que o vestibular do Instituto é um dos mais difíceis do Brasil, além de ser considerado uma das melhores faculdades de engenharia. No entanto, a jovem alerta: foram cinco anos de "muito estudo, muita pressão e pouca vida".

"Eu vi muitos amigos serem desligados, trancados e muita gente tomando remédio antidepressivo. Fora o ambiente altamente machista e preconceituoso que acaba corroendo as minorias”, desabafa. Procurada pela reportagem, a assessoria do ITA não comentou as declarações da ex-aluna.

Bianca Macêdo
Bianca Macêdo sonha em usar seu conhecimento para mudar a mobilidade urbana no Brasil Foto: Arquivo pessoal

A trajetória da paulista, que morou no Ceará dos cinco aos 19 anos, não foi fácil, mas ela se tornou uma profissional bem-sucedida na área que escolheu e segue cheia de sonhos. Depois que passou no vestibular do Instituto, escolheu o curso de Engenharia Civil. “Me encantava a ideia de construir coisas do zero, mas durante o curso percebi que não gostava tanto assim do ramo tradicional da engenharia civil, que é a construção. Acabei me identificando com outra área dessa engenharia: os transportes. Aproveitei a oportunidade do ‘Ciências sem Fronteiras’ para aprender mais sobre o transporte de pessoas e mobilidade urbana na Holanda, onde estudei mestrado em transportes por um ano”, contou ela.

Período de adaptação

No ITA, durante o primeiro ano de graduação, todos são militares. Bianca fala sem papas na língua sobre o período de adaptação. “Passamos por atividades militares, como acampamento, aulas sobre o regimento militar e treinamentos de conduta. É um pesadelo, mas passa e no final temos muitas histórias engraçadas para contar dessa época de CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), em que éramos todos ‘bichos’ e qualquer um mandava na gente. Eu, por exemplo, cheguei a dormir em pé cantando durante uma aula de músicas militares de tanto cansaço, mas isso porque eu ficava acordada de madrugada nas atividades de integração com o pessoal da minha turma e veteranos. É uma das épocas que eu mais sinto saudades”.

No segundo ano, todos viram civis e as tarefas militares não são mais obrigação. No terceiro, é dada a opção de escolha entre a carreira militar e a civil. “A priori, não escolhi a carreira militar porque nunca gostei. No entanto, meu pai adoeceu ainda durante o terceiro ano e eu precisei virar militar para ajudar nas despesas do tratamento dele. Tive que viver a vida militar por mais alguns anos no ITA, mas é suportável para quem não gosta, pois as atividades são somente a cada 15 dias. Hoje agradeço o fato de o ITA proporcionar essa oportunidade de sermos assalariados durante a faculdade, pois assim pude ajudar a prolongar a vida do meu pai por mais 4 anos. Com certeza o ‘sacrifício’ de ser militar valeu muito a pena”, relata.

Bianca ainda conta que algumas empresas fazem processos seletivos com os alunos do ITA que estão perto de se formar, assim como procuram estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP). A paulista de nascimento e cearense de adoção diz que essa fama de “facilidade de encontrar emprego após a formatura” é exagerada. “Não temos emprego garantido, precisamos estudar e passar nos processos seletivos, que não são fáceis. Além disso, muitas empresas que vêm ao ITA buscar candidatos são de consultoria ou bancos. Se você quiser trabalhar com engenharia ou outra coisa, deve buscar por si só. Dito que nos esforçamos para encontrar o emprego que queremos e estudamos para os processos seletivos, realmente a maioria dos alunos consegue, sim, um emprego. É raro alguém se formar no ITA desempregado, mas há casos sim”.

A engenheira foi militar durante parte da graduação no ITA Foto: Arquivo pessoal

Atualmente, ela trabalha em São Paulo, na empresa Logit Engenharia, com planejamento de cidades, transportes e mobilidade urbana. “Sou muito feliz no que faço pois o meu trabalho impacta na vida de muitas pessoas. Na empresa onde trabalho há mais dois amigos do ITA, que me recomendaram fazer o processo seletivo”.

Questionada sobre o que almeja alcançar, ela diz que sonha em mudar a mobilidade urbana no Brasil em direção ao transporte não motorizado. “Eu acredito na bicicleta como modo de transporte e quero ajudar a aumentar o uso desse modal. Como morei na Holanda, vivi essa realidade e sei que é possível. Aqui em São Paulo meu meio de transporte é a bicicleta e funciona muito bem”.

Sincera, Bianca ainda sugere que os interessados em estudar no ITA pesem os prós e os contras, pois, de acordo com ela, dependendo da situação, pode não valer a pena, apesar de toda a infraestrutura e respaldo da instituição. “Hoje, depois da experiência que tive, eu diria para as pessoas não fecharem portas. Por exemplo, se você tem dinheiro para se sustentar em São Paulo ou Campinas, porque não prestar vestibular para a USP e Unicamp? O ITA, para mim, era a única opção porque a moradia e alimentação são praticamente de graça e eu não teria dinheiro para me sustentar em outra faculdade. Na empresa que eu trabalho hoje há pessoas dessas duas outras faculdades também. Ou seja, antes de definir o ITA como a grande meta da sua vida e dedicar quatro anos pra passar no vestibular, repense porque na sua opinião a Instituição é tão melhor que as outras faculdades para o que você quer”.

Contribuindo para a educação

Alisson Bezerra, de 27 anos, também se formou no ITA, em Engenharia de Computação. Natural de Rio Negro (PR), veio para Fortaleza aos seis anos, onde se preparou para o vestibular. Ele se formou em 2015, seis anos após ter entrado no Instituto, pois estudou durante um período em uma faculdade americana, o que aumentou em um ano o tempo de sua graduação.

Alisson Bezerra destaca que um dos pontos positivos de ter estudado no ITA são as amizades que construiu durante a graduação Foto: Arquivo pessoal

“Descobri que o ITA existia quando eu estava na 1ª série do ensino médio, por meio de um professor de Física. Ao pesquisar, notei que era a melhor escola de engenharia do País, aí não tirei mais a ideia da cabeça, apesar de só me dedicar mais a fundo na preparação específica alguns anos mais tarde”, contou.

O engenheiro explica que a oferta de empregos para os estudantes do departamento de engenharia realmente é grande, mas reforça o que Bianca disse e confirma que algumas pessoas saem desempregadas. “É preciso correr atrás também. O que geralmente acontece são palestras de empresas no ITA, duas a três vezes por semana, e ofertas de vagas por e-mail. Existe um grupo de alunos bem organizado, chamado CEE - Comissão de Estágios e Empregos, que faz essa ponte entre empresas e alunos. Há alguns anos, os bancos e as consultorias de São Paulo dominavam esses espaços, mas tenho visto muitas empresas de diversos ramos e estados indo buscar alunos no ITA”.

Atualmente, Alisson trabalha no departamento de operações da International School, uma empresa de educação bilíngue. “A gente proporciona uma abordagem metodológica para que as escolas parceiras ofereçam educação bilíngue. Meu papel é coordenar os times de suprimentos e logística, o que envolve receber o material didático em formato digital, fechar contrato com grandes gráficas, para que ele seja produzido, armazená-lo e entregá-lo às escolas parceiras. É algo novo, desafiador e diferente da minha formação, e saber que estou contribuindo para a educação do País me motiva bastante”.

Questionado sobre os cursos que têm mais demanda, ele explica que não existe uma preferência absoluta. “Isso é bastante sazonal. Olhando as estatísticas dos vestibulares dos últimos anos, a gente vê que a Engenharia Aeronáutica é a mais procurada, mas, dentre os aprovados, esse número sempre muda. Acho que nos últimos anos as mais disputadas lá dentro têm sido Mecânica e de Computação”.

Já sobre o ponto positivo de ter passado pelo ITA, Alisson destaca as amizades que faz com colegas de todos os estados brasileiros. “A diversidade cultural é muito grande e essa mistura faz com que se formem amizades verdadeiras e duradouras. Os anos de ITA são muito difíceis, geralmente longe da família, então costumamos dizer que ‘ninguém se forma sozinho’”.

“O Ceará realmente tem uma tradição muito forte de aprovações no Instituto, com uma disputa entre os principais colégios de Fortaleza. O Estado, por ser uma referência nacional em aprovações, faz com que pessoas de vários estados estudem lá, e continuem mantendo a tradição. O legal disso é que se vê muito da cultura nordestina por lá, seja na música, na gastronomia ou simplesmente no sotaque”, completa o “cearense de coração”, que ainda acrescenta uma dica de ouro:

“Se seu sonho é entrar no ITA, persista, pois estudar lá vale a pena. Eu tentei três vezes até conseguir, e não me arrependo nem por um segundo”.

Afinidade com as ciências exatas

Com apenas 24 anos, o cearense Bruno Neves se formou no IME, em 2015, em Engenharia Elétrica. A opção de prestar vestibular para a instituição foi uma consequência de sua afinidade com as ciências exatas, além de um desafio pessoal, já que sabia que se tratava de uma das provas mais difíceis do Brasil.

Bruno Neves
Bruno Neves se formou em 2015 no IME Foto: Arquivo pessoal

Ele conta que a escolha do curso acontece após os primeiros anos de graduação, de acordo com sua classificação em meio à turma. Já a opção entre a carreira militar ou civil é feita no ato da inscrição do vestibular. Durante o primeiro ano, no entanto, todos os alunos são obrigados a serem militares.

Para o cearense, a decisão foi fácil, já que era ex-aluno do Colégio Militar de Fortaleza, ou seja, já estava adaptado com boa parte da rotina militar, além dos outros benefícios oferecidos. “Na ativa, temos direito a uma ajuda de custo, alojamento e alimentação durante os quatro primeiros anos de curso e, no último ano, somos promovidos a 1º Tenente”.

Hoje, Bruno trabalha em uma Comissão Regional de Obras, em Curitiba, onde cuida do ciclo de vida de todas as benfeitorias do Exército Brasileiro em uma determinada região. “No meu caso, Paraná e Santa Catarina. Elaboramos projetos arquitetônico, elétrico e civil, mediante demanda. Fazemos o orçamento desses projetos, lançamos os processos de licitação e contratamos empresas para realizar as obras relativas aos projetos e, então, fiscalizamos a execução delas”, conta, sobre seu dia a dia.

Na opinião do cearense, atualmente, o curso que tem mais demanda é o de Engenharia de Computação. Ele explica: “Pela versatilidade e necessidade de maior pensamento analítico dentre os 10 cursos oferecidos pelo IME”.

O engenheiro destaca o amadurecimento que estudar longe de sua terra natal trouxe para sua vida Foto: Arquivo pessoal

O engenheiro ainda destaca que a amizade é muito importante durante os anos de graduação, já que “sem a ajuda do companheiro ao lado, é quase impossível se formar”. Um grande amigo, no discurso como orador da turma, disse que o IME, acima de todas as qualidades que se possa elencar, celebra a amizade. Aprendemos, também, a sempre dar um jeito de superar as adversidades que venham. Acredito que seja por isso que o mercado nos valoriza tanto. Ainda, quem se forma no IME tem uma base muito forte em Ciências, o que indiscutivelmente fortalece o pensamento analítico. Isso faz com que sejamos bem-sucedidos não só nas respectivas engenharias, como também em empregos de consultoria estratégica e no mercado financeiro”.

O fato de os cearenses dominarem as listas de aprovados dos vestibulares mais difíceis do Brasil, Bruno se diz orgulhoso de fazer parte da história. “Pessoas do Brasil inteiro nos perguntam o porquê de estarmos sempre no topo nos principais vestibulares, e acredito que isso seja devido ao forte incentivo das escolas à participação de seus alunos em olimpíadas acadêmicas. Contamos com um número grande de escolas particulares que dão preparação específica para esses vestibulares, e atualmente alunos de outros estados têm vindo estudar em Fortaleza”.

Por fim, ele faz questão de destacar o amadurecimento que estudar longe de sua terra natal proporciona. “Muitos bons alunos deixam de prestar vestibular para o IME e para o ITA por não quererem sair de casa e abandonar o conforto proporcionado pelos pais. Hoje, depois de formado, tenho certeza de que foi a melhor decisão que tomei na vida”.

Militarismo

Apesar de saber que iria fazer vestibular para algum curso na área de Exatas, foi durante o ensino médio que Isabelle Queiroz, de 26 anos, escolheu o IME. Em uma palestra, ao descobrir o mundo das escolas militares, logo se apaixonou pelo Exército brasileiro e, assim, optou por se graduar na instituição.

"A escolha pela carreira, militar ou não ocorre no momento da inscrição do concurso, pois tem uma quantidade 'x' de vagas para militares, e outra para civis. Quando decidi me inscrever no IME, tinha certeza que escolheria a carreira militar. Tanto pelo sonho de vestir a farda, como para fazer parte das Forças Armadas, que é tão respeitada e me dá muito orgulho"

Após cinco tentativas para entrar no IME, Isabelle Queiroz sente-se realizada Foto: Arquivo pessoal

A cearense natural de Fortaleza conta que entrou decidida a fazer um curso, mas durante os dois primeiros anos de graduação, mudou de ideia. "É muito importante termos, durante o básico (os dois anos iniciais de curso), cadeiras de todas as engenharias, pois temos contato com cada área e vemos com quais temos mais afinidade. Eu mesma entrei querendo outra engenharia, e após fazer a matéria durante o básico, vi que não tinha nenhuma aptidão para trabalhar naquilo o resto da vida".

Formada em Engenharia Elétrica, atualmente morando em Brasília, assim como Bruno, ela também trabalha em uma Comissão Regional de Obras, realizando projetos elétricos e vistorias para diversos quartéis. "A demanda de projetos é muito grande e o trabalho é exatamente o que um engenheiro eletricista faria no meio civil. A diferença é que aqui os clientes são quartéis do Exército que estão precisando de reformas e reparos".

"Muitas empresas procuram profissionais formados pelo IME, tanto pela qualidade intelectual, como pela forma de trabalho. Durante nossa formação, temos que agir sob pressão em muitas situações e realmente sentimos essa diferença ao chegar no mercado de trabalho", complementa ela.

Dentre as engenharias ensinadas no Instituto, Isabelle destaca as que mais têm demanda, na sua opinião: "Sem dúvida, a Civil e a Elétrica. Qualquer obra ou reforma que precise ser feita é necessário profissionais das duas áreas. E são obras de milhões de reais", dá a dica.

Depois de 10 anos de dedicação e cinco para finalmente passar no vestibular da instituição, após a formatura, em dezembro do ano passado, ela sente-se realizada. "Os pontos positivos, além da excelência do ensino e da belíssima localização no Rio de Janeiro, são as amizades e o companheirismo que crescem no IME. Muitas pessoas são de outros estados, estão morando fora de casa pela primeira vez nos alojamentos e é muito importante o apoio que damos um ao outro".

Diploma abre portas

A facilidade com Matemática e o desafio de passar em um dos vestibulares mais difíceis do Brasil fizeram com que Maiara Barroso, de 25 anos, escolhesse o IME para estudar. Ano passado, a cearense, natural de Fortaleza, se formou em Engenharia de Computação na instituição. Hoje, segue morando no Rio de Janeiro, onde trabalha para o Exército com desenvolvimento de software.

Maiara Barroso se formou em Engenharia de Computação pelo IME Foto: Arquivo pessoal

"Faço parte de uma equipe que trabalha no desenvolvimento de um sistema utilizado pelo próprio Exército. Basicamente o que eu faço é pensar em novas soluções para os problemas que surgem e para as novas demandas no sistema e implementar essas soluções", contou.

Ela explica que quando os estudantes estão perto de se formar no IME, as empresas sondam os futuros engenheiros. De acordo com a cearense, o Instituto abre, sim, muitas portas para o início da carreira, mas é preciso dedicação. "A pessoa precisa mostrar que é boa no processo seletivo e, dependendo de qual for, só estudar e ir bem no IME pode não ser o suficiente, já que às vezes o processo requer uma preparação mais específica. No entanto, muitos alunos formados também optam por atuar em outros ramos como consultoria e mercado financeiro, que têm muita demanda e independe da engenharia escolhida".

Satisfeita com o emprego atual, Maiara sonha alto. A engenheira quer ter seu próprio negócio. "Penso em algo como um aplicativo ou um site que eu mesma possa fazer. Sempre quis solucionar problemas que afetassem diretamente a vida das pessoas. Acredito que eu tenha essa capacidade, mas também sei que preciso de mais experiência e é nisso que estou trabalhando no momento".

Ela ainda diz que se adaptar à rotina militar não foi difícil. No entanto, conciliar as atividades de oficial com os estudos é um desafio. "No entanto, é possível. Um conselho que eu daria a quem está fazendo essa escolha agora é que pense bem e não opte apenas pelo aspecto financeiro, pois depois de escolhido, não tem como mudar dentro no IME. O aluno, caso opte por ser civil, pode se sustentar dando aulas e com um estágio, por exemplo".

Ela teve uma experiência internacional, no MIT, durante sua graduação no Instituto Foto: Arquivo pessoal

Após nove meses da formatura, as lembranças da época de estudante ainda são inesquecíveis. Como militar, Maiara teve que fazer estágio de montanha, matar e preparar uma galinha e ficar em cima de um cavalo, só para citar alguns exemplos. Ela ainda pôde assistir palestras de personalidades como o técnico Bernadinho e o astronauta Marcos Peixoto, além de viver uma experiência internacional no Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das melhores faculdades do mundo na área de computação. "Por morar no Rio, também pude fazer um curso no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e participar de desafios propostos por empresas".

Assim como todos os ex-alunos do ITA e IME, ela destaca as pessoas como um dos melhores aspectos de estudar no Instituto Militar de Engenharia. "O primeiro ponto positivo é estar rodeada de pessoas que têm grandes aspirações, um potencial enorme e que querem realmente fazer a diferença. O segundo ponto é o fato do Instituto ser no Rio, o que nos permite estar perto de empresas e outras faculdades, possibilitando estagiar em grandes locais e fazer cursos".