Diário do Nordeste Plus

Computador Ideal

São dezenas de marcas, modelos, siglas, números e vários outros fatores que devem ser considerados na hora de investir no seu equipamento

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Optar entre os diferentes modelos de micro a disposição no mercado pode ser um desafio. Nem sempre o vendedor pode dar uma dica eficiente e, escolher apenas pelo preço do produto pode significar decepção.

A aquisição de um computador se trata de um investimento, relativamente alto, então o melhor mesmo é se encaixar num perfil e fazer valer a pena sua compra.

Para começar você pode escolher entre um desktop, notebook e até um tablet. Os desktops ou seja, os computadores de mesa, ainda estão firmes no mercado mas, perdendo espaço para os equipamentos portáteis. Os notebooks podem substituir completamente os desktops. São um pouco mais caros e tem a vantagem do tamanho, peso, mobilidade e, claro, a privacidade. Os tablets estão longe de substituir um computador de verdade. Eles são indicados para quem deseja consumir conteúdo, como acessar internet, jogar, usar as redes sociais, assistir vídeos online, além da possibilidade de enviar e-mails ou produzir textos simples.

O micro para o seu perfil

O micro para o seu perfil
Foto - Fabiane de Paula

Roberto Façanha, coordenador do curso de Ciências da Computação da Universidade de Fortaleza (Unifor) orienta o usuário a primeiro identificar o formato que mais se adapta ao seu perfil. “O primeiro aspecto a analisar é se o equipamento é para uso pessoal ou profissional. E, ainda assim, dentro desse dois grupos, dependendo do gosto, é possível selecionar uma série de opções. Uma vez passada essa questão, é preciso avaliar se o equipamento a ser adquirido será para uso cotidiano, para acesso a internet, edição de imagem, produção de textos ou até um equipamento de perfil mais avançado”, afirmou Façanha.

Dado o primeiro passo, que vai depender do seu perfil pessoal e profissional, a orientação é pesquisar a geração tecnológica que está em alta no mercado. “Como todos os dias surgem novidades é preciso fazer um investimento com visibilidade para algo em torno de três a cinco anos. Essa visão de futuro será necessária porque depois disso alguns componentes podem apresentar defeitos e precisar de substituição ou a geração tecnológica ficar obsoleta’, ressalta Roberto.

O terceiro aspecto é observar qual ecoSistema operacional irá atender suas necessidades. Esse é o novo fenômeno entre as gigantes da tecnologia, Apple, Google e Microsoft, que buscam, através dos serviços de nuvem, sincronizar suas contas, aplicativos e arquivos.

Você salva um arquivo e pode acessar ele no seu iPhone ou smartphone com Windows Phone ou Android. Ligue o computador do escritório e continue trabalhando com ele logando com sua conta da iCloud, Skydrive ou Google Drive. Resta avaliar qual destes sistemas entregam softwares capazes de realizar confortavelmente suas necessidades.

Catalogamos alguns perfis profissionais distintos e seus usos:

Profissionais da área de Arquitetura/ Urbanismo e Engenharias

Uso principal:
  • Processador Core i7
  • Memória de 32 (2 pentes x 8 Gb) DDR3
  • HD 2 Tb (Opte por um disco de 10.000 RPM ou então por um conjunto de uma disco SSD para instalação de sistema e aplicativos, e outro HD normal para armazenar arquivos pessoais.)
  • Placa Mãe (Prefira placas com 4 slots para memória RAM para futuros upgrades)
  • Mouse Óptico
  • Teclado USB ABNT
  • Monitor LCD 27” (Resolução: 2560x1080 (@60h), Ângulo de visão: 178°/178°, Relação de Contraste: 5.000.000:1, Brilho (cd/m2): 250, Tempo de resposta: 5ms, Connectors: D-SUB; DVI; HDMI.)
  • Placa de Video : NVDIA (GPU NVIDIA Quadro 400) ou AMD (R7250 ou R9270)

Programas utilizados por profissionais ou estudantes de arquitetura, não raramente, são ferramentas complexas e que lidam com gráficos pesados ou grandes volumes de dados, exigindo alta competência computacional. Marcos Bandeira, arquiteto e urbanista recomenda uma máquina com uma configuração generosa de hardware. “Para um arquiteto, ou qualquer profissional que trabalhe com projetos, é recomendado, fundamentalmente, um bom processador e uma boa placa de vídeo. O sistema operacional Windows ainda é o preferido pois os softwares se adequam mais a esta plataforma, embora já exista condições de um projetista trabalhar com a Apple”, ressalta.

“Aqueles que, em arquitetura, decidam se aprofundar no processamento de imagens fotorealistas e de vídeos promocionais, precisam investir mais no equipamento, nesse caso as máquinas deixam de ser notebooks para ser desktops personalizados. O investimento nesse equipamento chega a ser entre R$ 10 mil e R$ 15 mil”, completa.

Professores e Jornalistas

Uso principal:
  • Processador Core i7
  • Memória de 8 (2 pentes x 4 Gb) ou de 16 (2 pentes x 8Gb) DDR3
  • HD 1Tb
  • Placa Mãe (Prefira placas com 4 slots para memória RAM para futuros upgrades)
  • Mouse Óptico
  • Teclado USB ABNT
  • Monitor LCD 23” ” (Resolução Full HD: 1920 x 1080. Interface: 1x entrada D-Sub, 1x entrada HDMI; processo de auto-ajuste rápido e preciso. Connectors: D-SUB; DVI; HDMI.)

Estes profissionais se encaixam no perfil de máquina intermediária. “O trabalho irá exigir edição de planilhas, documentos, imagens e vídeos. Para este perfil é indicado um equipamento mais potente”, orienta a professora de Ciência da Computação da Unifor, Vládia Pinheiro.

Advogados e Médicos

Uso principal:
  • Processador Core i5
  • Memória de 4 (2 pentes x 2 Gb) DDR3
  • HD 500Gb ou 1Tb
  • Placa Mãe (Prefira placas com 4 slots para memória RAM para futuros upgrades)
  • Mouse Óptico
  • Teclado USB ABNT
  • Monitor LCD 23” (Resolução Full HD: 1920 x 1080. Interface: 1x entrada D-Sub, 1x entrada HDMI; processo de auto-ajuste rápido e preciso. Connectors: D-SUB; DVI; HDMI.)

Profissionais destas áreas precisam de uma máquina de configuração básica que atenda as necessidades produção e consumo de conteúdo, como acesso à internet, e-mails, redes sociais, edição de documentos, softwares e aplicativos para consultórios ou escritórios. O investimento fica entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Gamers

Uso principal:
  • Processador Core I7 4790k
  • Memória corsair vengaence de 16 (2 pentes x 8 Gb) DDR3 2133mhz
  • HD 2 Tb (Opte por um disco de 10.000 RPM ou então por um conjunto de uma disco SSD para instalação de sistema e aplicativos, e outro HD normal para armazenar arquivos pessoais.)
  • Placa Mãe GAz97-X
  • Mouse Óptico
  • Teclado USB ABNT
  • Monitor LCD 24” (Resolução: 2560x1080 (@60h), Ângulo de visão: 178°/178°, Relação de Contraste: 5.000.000:1, Brilho (cd/m2): 250, Tempo de resposta: 5ms, Connectors: D-SUB; DVI; HDMI.)
  • Placa de Video NVDIA GEFORCE GTX 980

Há tempos ser gamer deixou de ser brincadeira de criança. O termo classifica jogadores profissionais que ganham a vida com o joystick nas mãos. São um público mais específico e precisam de uma super máquina para trabalhar. “O investimento” vai depender do modelo e da famosa “tunagem” que você faz na máquina. Neste caso específico, é difícil encontrar um equipamento, original de fábrica que se adapte ao jogador, então a solução é ir montando a máquina de acordo com a necessidade. É fácil chegar a R$ 10 mil a montagem de uma máquina potente, com boa qualidade de imagem, rapidez, memória, HD SSD, ou seja com uma configuração bem avançada”, avalia Vládia.

Estudantes em geral

Uso principal:
  • Processador Core i5
  • Memória de 4 (2 pentes x 2 Gb) DDR3
  • HD 500Gb ou 1Tb
  • Placa Mae (Prefira placas com 4 slots para memória RAM para futuros upgrades)
  • Mouse Óptico
  • Teclado USB ABNT
  • Monitor LCD 23” (Resolução Full HD: 1920 x 1080. Interface: 1x entrada D-Sub, 1x entrada HDMI; processo de auto-ajuste rápido e preciso. Connectors: D-SUB; DVI; HDMI.)

Para estudantes em geral, que buscam fazer trabalhos escolares ou de faculdade como planilhas, textos e edições básicas de fotos e vídeos, não há necessidade de máquinas muito potentes. Computadores básicos, na faixa de R$ 1.500 resolverão os problemas.

Influências da moeda americana no mercado

A disparada da cotação do dólar no Brasil tem assutado os consumidores. No ano de 2015, a moeda americana acumula alta de 41,41% e pode gerar problemas para a indústria de produtos eletrônicos e, em algum momento, você, consumidor, pode ser obrigado a pagar a conta, avalia Marcos Bandeira. “Não resta muito para os estoques de eletrônicos esgotarem e a aquisição de novas máquinas já virão cotados pela alta do dólar. Profissionais que se encaixam no perfil de máquina intermediárias e avançadas sofrerão um baque no custo desse investimento. O valor pode até triplicar. Aqueles que trabalham com modelos mais básicos podem ficar com o bolso mais tranquilo” ,analisa.